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Quinta-feira, 29 de Novembro de 2007

Namora a verdade que não é tua

Chama-lhe admiração, ou idolatria

Imita, se quiseres, e sai à rua

Disfarça-te, que a verdade é nua

 

Não vistas a verdade com mentiras

Nada são além daquilo que o teu ego inveja

És apenas o seguidor do teu Messias,

Que pelas razões mais idiotas tu admiras

 

Não vistas a realidade com ilusões

Nada são se não falsas esperanças

Tu vais, assim vestido, não mais além;

O teu carácter é a pior das prisões

 

Namora a verdade que não é tua

Chama-lhe graxa, ou idolatria

Imita, se quiseres, a vida é tua

Ou sê livre, despe-te e sai à rua


 


 


 


 


 


 


 


 


 

Este poema foi escrito naquele fim de semana fatídico de 4 sessões de workshop, do qual a data não me recordo. Acabou no entanto por ser um dos melhores fins de semana da minha vida. O poema foi escrito no decorrer de uma das sessões, da qual estava claramente abstraído e não prestava a mínima atenção.

Espero que gostem, e é tudo.

publicado por Paulo Zhan às 23:12